
Não é porque seus sonhos ainda não se realizaram que você deva parar de sonhar.(RE)

Só quando olhei para o relógio foi quando percebi que já se passavam de uma da manhã, a madrugada silenciosamente invadia meu quarto e me trazia algumas lembranças que eu não gostaria de ter, não naquele momento. - Droga! – murmurei.
Em minhas mãos encontravam-se lápis e uma folha em branco, “louca” para ser rabiscada. Sentia que precisava desabar ali, mas nada vinha em mente. Já usei tantas palavras para tentar decifrar tudo que se passa aqui dentro. Minhas ideias por esses dias vieram a se esgotar. Nada mais que prestasse vinha a minha mente, queria ao menos que minha criatividade retornasse. E, veja, cá estou eu novamente gastando palavras com textos totalmente inúteis e sem sentido. Sentimentos demais em algumas linhas de uma mera pessoa na flor de sua juventude nunca sai bem como pedem por aí, é fato. Mas não sei como começar. Poderia escrever algo sobre mim, do quanto as pessoas só conseguem ver os meu defeitos ou quem sabe escrever sobre uma saudade reprimida mas, se já se foi porque se lamentar?(…) Poderia escrever uma carta, melhor não. O que poderia escrever? Talvez possa escrever sobre o amor, todo mundo escreve mesmo e um textinho a mais não fará diferença. Por isso seja um assunto tão clichê. Mas o problema é esse mesmo, eu sou clichê. Sabe aquelas histórinhas de sair gritando que a gente ver por aí que você ama a pessoa, que se sente capaz de sair gritando seus sentimentos e exibindo para todo mundo o quanto feliz você está, e que você finalmente tem um motivo pra sorrir e viver? É, eu sempre achei que isso fosse a coisa mais monótoma e chata do mundo, até sentir essadetonação que vem de dentro pra fora, algo meio absurdo e incontrolável, querer expor esse sentimento que sinto para todo mundo o quanto me sinto bem. Também achei que não iria amar, achei que não seria amado, achei que tudo tinha um limite, até conhecer a quem nas noites sempre rouba meus sonhos, meu sono e agora eu entendo, como as pessoas se sentem quando estão felizes, quando tem saudades, quando sentem algo verdadeiro e o real motivo de tanto clichê que se ver por aí.
-Ana (bipolar-suicida)